segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016


Amigos



Um amigo... Ah, que falta que nos faz um amigo.
Daqueles a valer!
Que dão tudo para nos fazer felizes, para passar um bom momento ao nosso lado. Daqueles que mesmo mesmo não concordando com as nossas decisões se mantêm lá, firmes e hirtos, a segurar a nossa mão e a secar as lágrimas que já não somos capazes de esconder. Daqueles que mesmo sabendo que estamos a errar e, depois de nos mostrarem sabiamente o caminho que teimamos em não escolher, se mantêm ao nosso lado, na esc...
uridão, só para sabermos que não estamos sós. Daqueles que riem connosco, mas que também nos acompanham nas nossas lágrimas. Daqueles que nos dão um abraço apertado sem perguntar porque choramos. Daqueles que ficam felizes com a nossa felicidade. Daqueles que escolhemos para ser a nossa outra família. Daqueles que amamos, incondicionalmente. Daqueles que sabemos que estão sempre lá.
é destes que quero ser!
heart emoticon





Caminhos



Percorremos o nosso caminho, cruzando-nos com os demais, sendo mais ou menos marcados pela sua presença. Qual formiguinha atarefada na busca de um grão que ench...a a sua despensa, corremos entre a multidão, fixados em objetivos, uns deveras importantes, outro nem tanto, e até em futilidades diversas. Corremos, sempre, todos os dias da nossa vida. Sem perceber que a cada dia que corremos é mais um que ficou para trás, muitas vezes vazio daquilo que é importante; porque muitas vezes distanciamo-nos daquilo que é verdadeiramente importante.
Julgamo-nos imunes, protegidos por uma espécie de aura que nos afugenta todo e qualquer tipo de problema ou incomodo. Simplesmente não pensamos, continuamos, dia após dia, qual formiguinha no carreiro.
E quantas vezes a vida nos "acorda" puxando-nos o tapete, virando-nos a vida de pernas para o ar?
Afinal, não somos imunes. Afinal não temos nenhum "cartão" que nos salve, porque, simplesmente a vida não é um jogo. Afinal, não é só ao vizinho do lado. E, ainda mais duro, não é tão fácil de superar como, no nosso papel de espectador, um dia, julgamos...

Afinal castiga-se ou não se castiga?




Li há pouco um artigo de um conceituado expert nesta matéria que são os filhos dos outros, (que partilho de seguida) e devo confessar que fiquei baralhada. E até talvez um pouco revoltada!!


Então, oh mãe, andaste tu a obrigar-me a comer e não era preciso??
Ando a fazer o mesmo à miúda (embora tu agora te tenhas passado para o outro lado da barricada e me olhes também como se eu fosse o inimigo que tenta torturar o teu pelotão) e, afinal, não era necessário e NINGUÉM me tinha ainda avisado? Não acho isto muito bonito, não acho não senhor.. Verduras então esqueçam lá isso senão os miúdos ficam de estômago dilatado!

  os castigos também são apenas fruto de mentes distorcidas, sendo assim como a minha, que achava que o castigo seria, de facto, eficaz, sobretudo tendo em conta que mais nada é...



Então, afinal, basta esperar, será isso? Que a coisa passe, que se acalme, que mude e passe a gostar de verduras (eu não gosto de caldo verde, mas mãe, espera, pode ser que passe!)


Leiam vocês e ajude-me lá que eu fiquei um bocadinho mais baralhada do que o normal...


http://observador.pt/2014/05/26/todos-os-castigos-sao-inuteis-diz-o-pediatra-contra-carlos-gonzalez/

O silêncio e eu




Gosto de escrever, assim, no silêncio. Ou deveria antes dizer: gosto de escrever. Gosto do silêncio. Mas só um pouco, no final do dia, para me encontrar novamente, sem correr o risco de ter que salvar alguma Barbie de um sapato que teima em não tentar no pé de Cinderella ou mesmo de fazer as legendas de um desenho elaborado. Gosto desta réstia de solidão, que me permite (iupi!) ter o WC só para mim e, inclusivamente, fechar a porta se me apetecer e sem ser convocada, sem meu ...consentimento, obviamente, uma reunião para esse local!
Sempre gostei dessa solidão, talvez porque me habituei a ela desde sempre, sempre gostei do meu espaço, sem que isso fizesse de mim uma pessoa só. Mas hoje, tirando estes momentos que me sabem tao bem ao final do dia, que já vai longo, assusta-me o silêncio. Porque o silêncio é a ausência da C. E a sua ausência, mesmo que por um bom motivo é sempre penosa para mim.
Portanto, fica registado que eu, mulher do silêncio, das lides solitárias e serenas, agora, só gosto dele, assim em doses individuais, como se de um pequeno café se tratasse, curto e forte, com tempo suficiente para se saborear, mas não demasiado longo para esfriar. Agora, quero é agitação, burburinho, vá, gritaria mesmo, que eu grito que se farta e pronto! Quero-te aqui, perto, muito perto, já que se foi o tempo agridoce em que te podia guardar em mim e para mim!
Porque é no silêncio que se escrevem estes devaneios, que sem silencio seriam ainda mais loucos, fico mais um pouco, velando um sono que é bravio e agitado, simplesmente como tu.
Até amanhã!

Ferramentas??




Por acaso alguém tem por ai um utensílio de aperto??


- C., aquele trabalho tão giro que tinhas hoje na escola era sobre o quê?
- hum... Era da lua!
- Da lua?...

- Sim, foi uma história que a L. contou.
- Ai sim? Não conheço essa, contas-me?
- Ah, já não me lembro!
- Não??
- Não! Ontem deixei a cabeça aberta p'a arejar, quando me deitei e hoje de manhã esqueci-me de ape'tar, por isso desapareceu tudo!

a.C/ d.C.


A vida é feita de marcos, de etapas, umas que delineamos, outras que surgem, quase fruto do acaso, na nossa vida. Frequentemente, são esses marcos que diferenciam a nossa vida, que significam um ponto de viragem ou retorno e para quem tem filhos sabe que, sem duvida alguma, esse foi o ponto de viragem, o marco, o ponto (se calhar posso dizer mesmo de "não retorno"!) wink emoticon


A minha vida marca-se assim, ante da C. E depois da C. , quase como se de duas vidas distintas se tratassem. Uma primeira, mais "solta", mais despreocupada, mas tao leve no que respeita ao amor. E não o digo com leviandade, porque, quem me conhece bem, sabe, sempre fui de extremos, quando gosto, gosto muito; mas o amor de um filho... Ah, que loucura, que sentimento tao enorme, assustadoramente enorme, assim como que o coração que nos é arrancado do peito e passa a ter uma vontade própria e frenética.
é desse amor que eu vivo inebriada, em permanente loucura, nesta montanha russa em que se tornou a minha vida d. C..


E digo-o tão estupidamente feliz! Estupidamente, mesmo!
Diálogos estranhos acontecem nesta casa...

 Eu, faço um comentário (inocente) acerca da permanência de um insecto numa divisão da casa, referindo-me, obviamente ...à sra dona mosca que me zumbia aos ouvidos.
Responde-me o homem cá da casa, rindo, claro está:

- Então, são duas!
Como se não soubesse o que a casa gasta pergunto, estupidamente, claro:

- O quê??
A resposta rapidamente se faz soar, mas não do mentor e mas da pupila empenhada que é a sua (nossa, vá, ainda que uma pequena traidora será sempre minha!) filha:
- Sim, sao duas! Ela e a mãe! (Gargalhadas, muitas gargalhadas, de ambas as partes!).





Uma pobre mãe de família merece???



Devaneios destas (poucas e, por vezes, pouco lúcidas) horas em que o silêncio, finalmente, se instala, e os pensamentos afloram à velocidade da luz!
Partilhas tresloucadas e desassossegadas, sem nexo.
Só porque sim.