O Natal
Julgo que, em criança, o vivenciei da forma inocente que hoje vejo nos olhos da minha filha, com a mesma alegria, com magia semelhante. Se fechar os olhos, juro que consigo sentir o cheiro a resina espalhar-se pela casa logo que o meu pai, ao cair da noite entrava com o símbolo do espirito natalício. Recordo as bolas, as fitas, os chocolates. Do presépio, relíquia de família, há muito recebida pela minha mãe e tia, sobreposto em veludo verde, a imitar o musgo. Do sapatinho colocado a chaminé, para que, no dia seguinte, ansiosa, abrisse a lembrança lá deixada por um menino que nunca vira.
Pouco me importa, agora, que fossem crenças, mentiras até, porque me permitiram ser muito, muito feliz!
Se mais tarde, na minha vida o espirito natalício se apagou, a verdade e que voltou a renascer, com o brilho dos olhos de uma criança, com a alegria das suas gargalhadas! Para te proporcionar momentos únicos, de deleite, de felicidade, minha filha!
Love u!
To the moon and back!
Over and over again

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