Seremos donos do mundo?
Durante grande parte da minha vida, talvez numa onda sonhadora e utópica, acreditei que detinha as rédeas do meu destino. Que a minha vida e tudo o que nela acontecesse apenas de mim dependeria. Tinha cá para mim que era mesmo assim, que querer era poder!
Julgo até que acreditei que poderia mudar o mundo. Vá, o Mundo (todo, todinho) não, que eu sempre soube que não tinha veia de Madre Teresa (infelizmente...) nem coisa que o valha, mas, dentro das minhas capacidades exímias ...de comum mortal, achei que poderia causar a diferença junto do mundo que me rodeava.
Fui feliz, pois deixa-nos livre esta crença, de sermos assim, donos do mundo, dos nossos sonhos, de nos mesmos.
Mais tarde percebi, como em tudo na vida, que, nem sempre, as coisas dependem apenas das nossas crenças ou tão pouco da nossa humilde vontade, por muito que ela nos mova. Percebi que, para mudar o mundo e preciso muito mais do que apenas um a querer, que temos que ser mais e caminhar, todos, na mesma direção.
Percebi que, afinal, se calhar, vai na volta, não somos assim tao donos da nossa vontade. E, bem no fundo, isto entristece-me, faz-me perceber que cresci, e que já não sou capaz de sonhar da mesma forma, livre, solta e despreocupada...
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